Superávit CRF

Superávit CRF.

 

Foi extremamente veiculado pelos canais de comunicação especializados em esportes que o CRF teve o maior “lucro” da história do futebol brasileiro chegando a ter superávit de R$ 64,311 milhões na última temporada e deixando para trás o ex-recordista Santos que fechou o ano de 2005 com um superávit de R$ 63,167 milhões

 

Muitos tem indagado nas redes sociais “mas como o CRF pode ter superávit se está pegando tantos empréstimos?”.

 

Esta pergunta se dá porque as pessoas não entendem a diferença entre o Superávit primário e o superávit nominal.

 

Quando somamos todas as receitas e subtraímos todas despesas podemos alcançar três resultados: zero, positivo e negativo.

 

Quando o resultado é negativo chamamos de déficit e quando é positivo de superávit.

 

O superávit primário é quando ignoramos nesta conta as dividas existentes e consideramos tão somente as receitas e as despesas da instituição analisada. Esse é o Superávit do CRF de pouco mais de R$60 milhões.

 

Quando incluímos as dívidas do CRF na equação para calcular o Superávit nominal ou o déficit nominal, ou seja, quando usamos a verba do superávit primário para pagar as dívidas, verificamos que a conta fica negativa.

 

Temos portanto que o CRF com o aumento das receitas havidas nos anos de 2012 (renegociação globo, adidas e Caixa) e 2013 (sócio torcedor e Peugeot) também aumentou o Superávit primário em relação aos exercícios anteriores, o que é uma pratica normal.

 

Cabe ressaltar que desde o início dos anos 90, quando a cada ano os contratos do CRF passaram a apresentar valores cada vez maiores, o Superávit primário do CRF sempre aumentou, jamais sendo havido Déficit Primário, contudo, o Déficit nominal se mantem em constante aumento jamais tendo havido uma redução real sobre o mesmo.